terça-feira, 23 de outubro de 2012

Conheça os autores do melhores posts!

Contar histórias é mais fácil do que você imagina. E se você trabalha nas operações da QGOG na Amazônia, aqui é o lugar certo para você compartilhar o que você já viveu nesta região tão importante para a empresa e para o país.

Você pode fazer como o colaborador  Auri Jorge Ramos Pereira - Técnico de Segurança do Trabalho da QG-VI que enviou sua história e foi o melhor post da semana de 27/08/2012.



Outro que também participou contando a sua história foi o colaborador James Roosevelt - Técnico de Enfermagem (na foto com o gerente da base, Mauricio Approbato) que contou três histórias e teve duas escolhidos como o post da semana (em 03/09 e 08/10/2012).


Participe do blog Amazônia - Raízes do Conhecimento. Aqui você ajuda a contar a história de vinte e cinco anos de sucesso da QGOG na região.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Evento celebrou os 25 anos.



Foi um evento com o que a Amazônia tem de melhor. Com comidas típicas, música e dança folclórica e artesanato a QGOG celebrou em 4 de outubro de 2012 os 25 anos de operações na Amazônia, ocorridos no dia 1 de outubro, data em que a QG-III iniciou suas operações em Urucu. Também foi exibido um vídeo que contou com mensagens dos fundadores do Grupo Queiroz Galvão, Dr. Antonio de Queiroz Galvão e Dr. João Antonio de Queiroz Galvão e de nosso presidente, Antonio Augusto de Queiroz Galvão.



Estiveram presentes o nosso diretor geral, Leduvy Gouvea Filho, o assessor especial da presidência da QGOG, Eng. Luiz Andrés, o diretor de operações, Rodrigo Ribeiro, o gerente de operações terrestres, Jorge Luiz Matos, representantes dos clientes Petrobras e HRT e nossos colaboradores da base Manaus.
Foi um momento marcante da história da QGOG que vem sendo celebrado desde o início do ano.

Parabenizamos a todos os colaboradores que fizeram e fazem parte desta história com muito trabalho e dedicação.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

25 anos de Operações na Amazônia - Um relato emocionado!


 Por James Roosevelt - Técnico de Enfermagem / Base Manaus

Posso dizer que destes vinte e cinco anos de história de Queiroz Galvão, na Amazônia vivi um. Trabalhar na Queiroz Galvão foi um desafio - nunca havia ficado tanto tempo longe de casa, de meus filhos... O trabalho não é só de quem embarca, mas também é de nossas famílias que em nossa ausência administram nossas casas e vida social. Trabalhar em uma empresa como a QGOG, é experimentar um desafio por dia, é aprender a todo o momento.
Dificuldades de se operar na floresta amazônicaEm uma região onde as distâncias são continentais, o estreitamento da vegetação, a dificuldade de navegação em determinados períodos do ano, são fatores negativos, a QGOG desenvolveu um sistema inteligente de desbravar a Amazônia, respeitando de forma sustentável suas atividades nos confins da floresta. Não é tarefa fácil levar toneladas de aço até o interior da selva amazônica e atingir as profundidades almejadas por nossas clientes. Mas tenha certeza que buscamos sempre atingir as profundidades desejadas.

Recompensas pelo empenho e dedicaçãoDedicar-se a trabalhar longe de casa e do conforto da cidade grande, com uma ideia na mente e um propósito no coração não é para qualquer um, mas tanta saudade tem suas recompensas. Em uma reunião de pré-embarque, pude ver um olhar diferenciado, cheio de orgulho e alegria; a turma que iria embarcar estava na reunião, observando as orientações gerenciais, quando nos foi mostrado que a avaliação realizada pela nossa cliente nos deu nota máxima, atingimos os 100%, todos mantiveram a postura séria, tentando demonstrar profissionalismo, mas por dentro estavam como eu gritando como se nosso time tivesse feito um golaço em uma final de campeonato.

Em dezembro, estava na sonda pioneira da QGOG na Amazônia quando atingimos a fantástica marca de quatro anos sem acidentes com afastamento, e em comemoração a este acontecimento recebemos um belíssimo relógio. Esse relógio representa bem mais que um presente ou um troféu, representa o esforço e dedicação, o envolvimento de profissionais empenhados que a todo o momento buscam a excelência em segurança.

Relembrei do cuidado que tinha para preparar temas para o DDS matinal, o zelo que tinha com o sistema de abastecimento de água do acampamento, o quão era criterioso na confecção de pedido de medicamentos, sempre pensando no bem estar de meus companheiros de embarque, a limpeza dos banheiros, a forma de servir as refeições, enfim, vi que também contribuí para a conquista dessa marca. Não existe recompensa maior a de saber que fizemos o melhor possível no cumprimento de nossas tarefas.
O envolvimento dos profissionaisEm poucos lugares, pude presenciar o amor e dedicação como vi nos pelos profissionais da QGOG no exercício de suas funções. À frente das operações, profissionais com mais de vinte anos de dedicação, alguns deles construíram seus alicerces familiares labutando nessa brasileira Amazônia e hoje tem o privilégio de ter seus filhos seguindo a mesma profissão, desempenhando a mesma determinação e cuidados que seus antecessores.

A QGOG perpetua-se no negócio a cada dia e a melhor prova disso é observar que o ciclo se renova com a participação dos descendentes dos primeiros desbravadores.
A experiência do despertar em uma sonda, ainda sem a luz do dia, é a hora mais é esperada por todos, é quando estamos todos descansados e que podemos reviver nossa amizade e os fatos do dia anterior, reiniciando o sistema de percepção de risco com o DDS e seguindo para mais um dia de jornada de trabalho.
O dia de embarque é marcado pela ansiedade: como estão meus companheiros? A que pé está a sonda? Quantos metros perfuramos? Como anda o DTM? Não vemos a hora de colocar os macacões e "mãos à obra."
No desembarque, experimentamos uma sensação estranha: um mix quase desesperador de chegar em casa e ver nossa família, de sentir o cheiro gostoso de nossos filhos, ao mesmo tempo que sentimos saudades da sonda, da locação que estamos... Vai entender!

 
É por todas as experiências que vivi nestes quatorze meses de QGOG que agradeço a oportunidade de expressar minha gratidão.

 
“Tem gente que olha a Selva Amazônica e vêem dificuldades, nós da QGOG enxergamos desafio, e desafio é o óleo que lubrifica nossas engrenagens."

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O intrépido padeiro

Por James Roosevelt da Silva - Técnico de Enfermagem / Base Manaus


Muitas lendas e mitos cercam o imaginário de quem quer que visite o interior da Floresta Amazônica, e eu como amazonida, já ouvi muito relatos. Como era gostoso sentar na área comum da sonda no final de um dia de trabalho, após o jantar, e ouvir outros companheiros embarcados, principalmente o pessoal que desbrava as locações...

Nossa! Como já ouvi relatos de aparições fantasmagóricas, de “chupadores de anta”, e de um tal de “caboclinho”, que atormenta os viajantes na selva e ataca os agressores da floresta; além de contatos com onça e outros animais, dos quais inclusive somos invasores de seu habitat.

Conheci um colaborador da empresa que faz a termonebulizações das locações, e, anteriormente, trabalhava em uma empresa de sísmica: esses trabalhadores devem caminhar mata a dentro, levando equipamentos necessários para seu trabalho e alimentação, e em um desses dias, esse colaborador fadigado da caminhada resolve olhar para seu lado direito e vê uma onça preta a poucos metros do chão, observando o comboio. Seu instinto de sobrevivência falou mais alto: ninguém sabe quem gritou mais alto, se foi ele ou se foi o bicho que se assustou e partiu na direção oposta rasgando mato. Segundo relatos do colaborador “o grito foi intencional para espantar o bicho”! (rs)

Outra história que ouvi do próprio protagonista foi uma aparição sobrenatural, envolvendo o padeiro da sonda: estávamos em uma locação nova e a sonda estava em DTM. A locação era tão nova que ainda dividíamos com o pessoal que prepara a locação. Às as duas da manhã o padeiro já com seu serviço atualizado resolve então visitar o padeiro da outra equipe para trocar algumas experiências ou bater papo...

Enfim, ao sair do acampamento da QGOG deparou-se com uma cena que nunca mais esquecerá: em pleno DTM às duas da manhã, veio em sua direção uma figura melecada de graxa do capacete às botas. Imediatamente veio à mente do padeiro a figura do Pedrão (mecânico da QG-3 que havia morrido no inicio do ano, figura muito querida que era facilmente reconhecido por andar sempre “melado” de graxa).
Automaticamente, o padeiro foi acometido por um medo incontrolável que o petrificou; encostando-se ao trailer no corredor de saída do acampamento, estático,
não deu tempo nem de rezar.
O padeiro só observou aquele ser sobrenatural de corpo inteiro passando a sua frente sem olhar para ele. Foi como se não estivesse ali, e talvez não estivesse mesmo: acho que estava em outra dimensão (comentário do autor)... A figura então retira o capacete já a uma distância do estático padeiro e ao retirar o capacete sujo de graxa mostra uma calvície igualzinha a do finado. Pronto! Acometido pelo pânico, o padeiro só tem força para voltar à copa e tremer.

Passou-se dias e então descobriu-se que a figura do além não passava do supervisor de elétrica, que estava em um mutirão realizando manutenção preventiva nos geradores.

 Acredito que todos os sentimentos de medo, angústia nunca serão esquecidos
pelo intrépido padeiro.

Lembranças!

Por Eduardo Silva Rego / Gold Star

Quando embarcava em navios lá em 1996, navegamos pelo Rio Amazonas, no navio classe L, da antiga Fronape - hoje Transpetro. Fiquei maravilhado com as dimensões do rio e a natureza em sua volta... Também outra coisa que me chamou a atenção foram os índios em suas canoas pedindo alimentos...

Foi uma viagem de sete dias inesquecíveis, que ficaram registrados apenas em minha memória e que agora com muita alegria comento, porque isso também fez parte da minha vida!

E hoje, na QGOG, trabalhando na SS-73, e retornando ao mar, me vieram estras lembranças boas, não só desta viagem no Rio Amazonas, mas também do meu trabalho offshore.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Maluco... Eu?!


Por Auri Jorge Ramos Pereira - Técnico de Segurança do Trabalho - QG-VI


Olá pessoal! Me chamam de maluco na sonda, mas vocês vão me dizer se sou ou não sou depois deste relato, após seis anos de atividade no ramo perfuração na Amazônia.

Eu iniciei como auxiliar de plataforma, e logo peguei pela frente uma tal de 'manobra com descida de revestimento', onde tinha um sob e desce de escada, tira e coloca protetores, passa graxa na rosca e assim o dia inteiro... E não consegui terminar o dia, pois começou uma câimbra nas pernas e depois passou pela barriga e ouvi alguém dizer "vai cair"... E quando me dei conta, eu já tava em cima dos tubos caído e logo me levaram para a enfermaria. O técnico de enfermagem disse que logo passaria e me aplicou uma bezetacil e disse que não iria doer nada. O que??? rsrs Isso doeu e muito e eu queria era esganar o técnico de enfermagem e ele saiu da enfermaria dizendo que tinha um maluco com câimbra, correndo atrás dele.

O tempo passou e fiz o curso de técnico de segurança. Logo depois, assumi o cargo e o mesmo técnico de enfermagem disse: "esse cara vai deixar todo mundo maluco na sonda"; foi o contrario... que bom!
Aí então pensei 'agora vai ser maravilha', mas eu me enganei...
Com a chegada das sondas QG-VI E QG-VII, vieram alguns colaboradores que chegaram junto com as sondas lá de onde foram construídas para ajudar a montar e orientar nos equipamentos. Um belo dia, alguém vem até a mim e me diz que um desses colaboradores está de bermuda e camiseta... Fui até ele e tentei me comunicar com ele, pedindo ajuda das tradutoras e ele compreendeu e foi para o acampamento se trocar. Durante a madrugada, fui acordado e foi porque o mesmo colaborador estava só de short na mesa do torrista... Me equipei, peguei um rádio e subi na torre com outro cinto paraquedista. Chegando lá, o colaborador estava bravo e pedi para as tradutoras falarem com ele, aí ele colocou o cinto e quando foi pra descer, veio o problema... O cara travou e nem subia e nem descia... Perguntei através das tradutoras o que tinha acontecido a ele e ele disse que tava com muito medo. Pronto! Começou a negociação... Isso era às 2h da manhã e foi até as 4h mais ou menos, quando ele desceu junto comigo, preso ao meu cinto... Esse colaborador urinou no short todo e eu estava em baixo... E quando cheguei com ele na plataforma me chamaram de maluco por te feito o colaborador urinar no short em mim.O tempo passou...

No DDQSMS diurno sempre estavam reclamando de um cara que não tomava banho após as atividades e jantava e ia dormir no contêiner deles. Um dia perguntei que era, e logo todos apontaram para o colaborador que vinha chegando... Comecei a falar com ele, mas ele gesticulava que não tava entendendo, então pedi para os próprios companheiros falarem o que eu iria dizer a ele, então achamos que ele compreendeu a importância da higiene corporal, então tava tudo resolvido... Que nada!  Me levaram até o contêiner que o cara tava dormindo, quando abri a porta um odor horrível, chamei o cara e chamei o pessoal da hotelaria e pedi para o cara tomar banho... Ele foi tomar banho, mas só lavou o rosto e fez sinal de positivo. Aí tive que falar a ele que o banho da gente era diferente e que iria ensinar ele a tomar um bom banho - fui até o almoxarifado da segurança, me vesti com um macacão tayvek, uma mascara descartável, uma luva de borracha, uma esponja e sabão liquido... Quando o colaborador me viu achou que era assim que tomávamos banho rsrs

Mas foi quando eu fechei a porta do chuveiro e dei um banho no cara... No fim do banho, ele pegou uma toalha e se enxugou e fez um sinal de positivo para mim e sorriu muito e o pessoal tornou a me chamar de maluco de novo.



Outro caso... Em muitas auditorias que a sonda foi submetida pelo cliente e pela empresa,  me parabenizaram pelo excelente trabalho. Depois de estar faltando pouco para o encerramento, o auditor que estava bem perto de mim, (que eu sentia até o cafungado dele rs), me pediu uma pasta de localização do extintor tal, demorei a pegar pois tinha que levantar e ir até o arquivo físico e peguei... Apresentei a ele, e ele me disse que eu tinha "muito queixo" e eu logo pensei que era um queixo grande, mas descobri que aqui significa "muita lábia" e eu logo fiz uma pequena brincadeira com ele e a auditoria terminou antes do previsto...

Querem saber mais histórias minhas?
Para saber mais, venham me visitar na Amazônia!
Já chorei de felicidade na sonda, de tristeza na sonda, sorri com as brincadeira na sonda, já dei gargalhadas dos apelidos que ninguém imagina que aparecem - são seis anos dentro destes 25 anos de perfuração na Amazônia... E aí, vocês acham que sou maluco ou não?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A aventura de voar na Amazônia

Por James Roosevelt da Silva Rodrigues - Técnico de Enfermagem / Base Manaus


Em minhas primeiras viagens para a Base de Operações Geólogo Pedro de Moura, onde tudo era novidade, ocorreu um voo que, para mim, foi inesquecível! Na manhã deste voo, o frio na barriga comum em viagens de avião tornou-se imperceptível e a única sensação que predominava era de euforia e ansiedade de chagar à sonda... Estava uma manhã ensolarada e com poucas nuvens, e a decolagem ocorreu dentro da normalidade.

Aos dez minutos de voo, um pouco antes do serviço de bordo dar início, uma mensagem da cabine de comando da aeronave fez crescer os pequenos murmúrios, normais nesses vôos curtos em sua primeira hora de voo: - “Senhores passageiros, bom dia, comandante falando diretamente da cabine de comando, para passar algumas informações sobre nosso voo” - até aí, tudo normal... Imaginei que seria comunicada a velocidade de cruzeiro, clima, meteorologia, porém o que ouvimos foi a seguinte expressão: - “ Essa aeronave possui dois motores: um principal na asa direita, e um escravo na asa esquerda”. Companheiros, acompanhem comigo o que veio no meu pensamento: “TÁ ERRADO!, falar de motor?”.

O comandante então continuou: -“informamos que nosso motor principal está apresentando um pequeno problema, que não prejudicará o voo, porém irá proporcionar um pequeno desconforto sonoro”.

Me perguntei: "como assim?" -  dei uma pequena espiadela para baixo e vi que estávamos muito alto, outra espiadinha para frente da aeronave e percebi que apenas alguns passageiros mais “destemidos” estavam comentando frases de coragem, frases que alguns minutos depois davam lugar a um enorme silêncio. Foi servido o lanche e aquele refrigerante descia com muita dificuldade, porém, alguns minutos depois, novamente o comandante com ar de graça e bom humor: -“atenção senhores passageiros, novamente diretamente da cabine de comando, gostaríamos de informar que o problema no motor continua, porém como estamos na metade do caminho para a Base de Operações Geólogo Pedro de Moura, seguiremos para os próximos quarenta e cinco minutos de voos restantes. Por sua atenção, obrigado”.
Foram os quarenta e cinco minutos de voo mais demorados que já vivi, porém, apesar do desconforto sonoro, não houve qualquer susto ou intercorrência em nossa viagem. Pousamos, fizemos o briefing, e ao caminharmos em direção ao hangar dos helicópteros e ao passarmos pela sala de embarque, ainda pudemos ouvir alguém comunicando o ocorrido à turma que iria embarcar, dizendo que estava tudo bem.
O avião decolou sem problemas, também embarcamos no helicóptero com destino à sonda, mas, ao taxiar, o avião precisou pousar, porque com dez minutos de voo, e por decisão dos pilotos, precisaram voltar e desembarcar os passageiros, seguindo depois somente com a tripulação para Manaus. Assistimos tudo do helicóptero, que aguardava em uma área afastada da pista, a autorização dos controladores para prosseguirmos viagem.
A turma que estava no avião com destino a Manaus conseguiu embarcar às 19h deste mesmo dia.
Que aventura!!!

O desejo de conhecer a Amazônia

Por Rithiani Carriello Alves - Document Control / Base Rio das Ostras


A operação na Amazônia, assim como eu, nasceu no ano de 1987, e temos 25 anos de história.

Cresci no mundo do petróleo. Familiares e amigos dependem desse segmento para sobreviver e me admiro a cada dia com as novas evoluções da área. Impressionante ver como a tecnologia está tão próxima da natureza.

Se a sensação é maravilhosa de sobrevoar o mar e no fundo do horizonte avistar uma sonda,
o que dirá estar no meio de uma gigante floresta e ver somente
um espaçinho no meio de um verde indescritível?

Tenho muita vontade de conhecer as sondas onshore, que conseguem na imensidão das matas retirarem um líquido tão precioso como o petróleo. A integração homem/natureza é incrível e saber que a empresa QGOG dedica-se para tornar essa relação o mais harmoniosa possível, é sinônimo de credibilidade, confiança e dedicação, para que o trabalho de perfuração continue e se expanda, aliados ao respeito com a natureza e a união dos colaboradores para este resultado grandioso.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Os desafios do infinito verde

Por Rafael Bruno Cardoso da Silva - Assistente de Gerência Operacional QG-IX


O Petróleo nunca me surpreendeu. Nunca fiquei impressionado com as unidades de bombeio trabalhando sem parar, com os pequenos kick´s que pintavam de preto o mastro que acabara de ser limpo, com a complexidade dos perfis de produção que conseguiam definir com exatidão se em determinada formação havia ou não hidrocarbonetos...
O que sempre me surpreende é o ambiente onde buscamos óleo e
como nos adaptamos a este ambiente!

Apesar de ter quase uma década de trabalho ligada à exploração e produção de petróleo, o máximo que consegui me deslocar para chegar ao trabalho / sonda foi duas horas e meia. Ao ser convidado para o projeto da QGOG no Amazonas, percebi que os desafios iriam além da técnica e da engenharia.

Era um desafio geográfico!

Chegar até Manaus em si já em uma viagem surpreendente. Imaginar a Amazônia dos livros de geografia na escola ou até mesmo nos documentários televisivos de sexta à noite não se aproxima da experiência de sobrevoar e chegar a Manaus.

Contudo, o desafio ainda não é chegar à capital Amazonense, ele apenas inicia no aeroporto.
O desafio é prover mão de obra local em um local onde a cultura de exploração de petróleo perde para a cultura dos parques tecnológicos e das montadoras, manter equipamentos funcionando em condições adversas de umidade e temperatura, controlar a logística de envio de materiais e pessoas para distâncias superiores a 600 km, garantir uma manutenção eficiente sem que haja a possibilidade imediata de se enviar um componente danificado para a sonda... Ufa!!!

Os desafios não acabam! No meu primeiro embarque, me surpreendi com a imensidão da floresta.
Estava acostumado a ver no horizonte um mar sem fim. Era uma imagem que me remetia ao infinito. O mar me dava a sensação de infinito... Hoje, observo de dentro dos helicópteros e vejo um outro infinito um infinito verde!

Ao chegar à sonda, observei que ficamos fisicamente isolados do resto do mundo. Somos uma clareira no meio daquele infinito verde. Buscando hidrocarboneto, trabalhando com tecnologia, com uma estrutura de conforto e comunicação impossível de se imaginar para nossa localização geográfica. A tecnologia nos ajuda mais uma vez.

Vivemos em comunidade nestas locações. Não se discute diferença de crenças, etnias, regionalidade, cultura e conhecimento. Este é um ambiente de um único objetivo: Sucesso!
Nesta comunidade, não temos compromisso com o erro, com o retrabalho. Nesta comunidade, não temos nossos familiares convivendo conosco, mas temos colegas de trabalho que usufruem o mesmo tempo desprendido para a família, ao trabalho. Nesta comunidade, somos mais que funcionários, somos vencedores! Vencemos o calor, o frio, o cansaço físico, mas principalmente vencemos a saudade de nossa família.

Contudo posso afirmar que ao término do primeiro embarque, o retorno para a família é muito diferente. A saudade dá lugar ao acolhimento, o frio se anula com o calor dos abraços nas pessoas que amamos e sobretudo voltamos com a certeza que o desafio foi novamente superado e que pertencemos a um grupo seleto de profissionais que conseguem chegar ao extremo dos sentimentos e com esta superação elevam o nome da Queiroz Galvão aos patamares mais altos da perfuração em áreas remotas. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Um dia importante.

Há vinte e cinco anos, em oito de agosto de 1987, o navio Claudia Smits chegava no porto de Manaus com um carga valiosa e que iria fazer história.
Naquele momento a Queiroz Galvão Perfurações, como a QGOG era chamada, preparava o início de um novo salto em sua atividade de prestação de serviços de perfuração.
A primeira sonda helitransportável a ser operada pela empresa chegava com o desafio de atuar em uma região nova para as empresas brasileiras, a Petrobras havia chegado em Urucu - AM apenas um ano antes.

Confira mais detalhes desta história nos posts a seguir.

Mas queremos contar muito mais e este espaço é para você, colaborador que já trabalhou ou trabalha para a QGOG na Amazônia, participar.

Seja bem vindo ao seu blog!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Amazônia - embarque nessa viagem com a gente

Em 2012, celebramos 25 anos de operações na Amazônia.


De uma sonda em 1987, alcançamos oito em operação na região em 2012.
Festas, tradições, culinária, costumes, acontecimentos, artesanato, descobertas, folclore... São ricas as histórias da Amazônia que temos para contar para todos os nossos colaboradores, através de uma identidade social constituída através de criações culturais e tradições populares de uma localidade tão rica e diversa.

Ricas são não só as histórias, mas ricos também são os personagens.
E esse blog foi criado exatamente para isso! Para que os colaboradores sejam os narradores e os protagonistas destas histórias, ao longo desses 25 anos em que estamos presentes na Região Amazônica.

Aqui o espaço é de vocês. Para contar suas próprias histórias, experiências, ou de pessoas e personagens da região que conheçam e queiram compartilhar com a gente. Semanalmente, premiaremos os posts mais criativos e interessantes.

O nosso intuito é conseguir transmitir e compartilhar todo conhecimento e vivência adquiridos nesses 25 anos de presença da QGOG na Amazônia.

Embarque nessa experiência com a gente!

Os primeiros 20 anos




Vejam trechos extraídos das matérias publicadas nos veículos de comunicação oficiais da companhia quando as operações terrestres na Amazônia completaram 20 anos, em 2007.



360º
Ano 2 - Número 6 – Jan/Fev/Mar de 2008


No coração da floresta
Queiroz Galvão Óleo e Gás completa vinte anos de operações na Amazônia

De Manaus até a cidade de Carauari, a 787 quilômetros de distância, eram três horas de avião. O ano era 1987. A equipe da Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG), que à época ainda se chamava Queiroz Galvão Perfurações, pernoitava no acampamento da Petrobras, batizado Porto Gavião, para, no dia seguinte, embarcar num helicóptero rumo à Província Petrolífera de Urucu, ponto de apoio às operações que se iniciavam no município de Coari.

O Gerente Administrativo da Regional Onshore, Eduardo Moura, foi um dos bandeirantes que desbravaram a região. "Era bonito, pela manhã víamos diversos botos cinza no pequeno porto fluvial do rio Urucu, parecia até que estavam dançando pra gente", lembra, com um quê de nostalgia.
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As dificuldades na Floresta Amazônica eram muitas naqueles tempos. Os funcionários da QGOG ficavam em dormitórios e comiam em refeitórios improvisados em balsas. Hoje, alojamentos e restaurantes flutuantes foram substituídos por estruturas confortáveis em terra, com ar-condicionado potente e TV por satélite, ao passo que os radioamadores e telégrafos deram lugar à Internet e ao telefone.

Gerardo Camelo, Gerente de Suprimentos há 21 anos na empresa, dá o tom dos desafios à época. "Tínhamos que enviar pedidos de peças sobressalentes via telex para Houston", conta. Em Cingapura, para acompanhar o embarque da QG-III para o Brasil, o Superintendente de Operações, Santos Suares, foi quem contou para Camelo da "novidade" do fax. "Ele disse que lá já havia um equipamento muito moderno, chamado fax, e que eu devia solicitar a compra de um para o escritório do Rio de Janeiro e outro para a base da QGOG em Manaus", recorda Camelo. Cada aparelho custava cerca de mil dólares, segundo Suares. "Quando o fax chegou, tomei um susto, era do tamanho de uma máquina de lavar", ri Camelo.
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O almoxarifado da QGOG, para apoio e suporte às operações em Urucu, se resumia a um barracão de folhas de zinco literalmente no meio do mato. A sonda estava toda desmontada no chão. Havia chovido muito.

"Íamos começar a montá-la, mas ninguém encontrava uma determinada válvula, era um tal de gente pra lá e pra cá colocando a mão na lama, em cestas cheias d'água. Até o Diretor Geral, Antonio Augusto de Queiroz Galvão, participou da caça à válvula", diz o Gerente de Suprimentos. Em outubro de 1987, a QG-III começou a perfurar na Amazônia. Nove anos depois, foi a vez da QG-IV. Mas ainda hoje as intempéries castigam quem trabalha na região.
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Encarregado da QG-IV, Pedro Benjamin Fernandes, por sua vez, já viu uma sucuri de mais de quatro metros bem de perto. "Foi num poço na localidade conhecida como Cupiuba, que a equipe capturou a cobra e soltou-a no igarapé próximo." Dias depois, os colaboradores precisaram apanhar água para a sonda no mesmo igarapé. "Ninguém tinha coragem de entrar, porque volta e meia a sucuri era vista por lá", diz. "Pra mim, o animal mais perigoso mesmo atende pelo nome de carapanã (no Sul e Sudeste do Brasil é conhecido como pernilongo), que é um danado de um mosquito cuja picada dói demais", brinca o Encarregado da QGIII, José Anastácio Bretas, acrescentando que toda a equipe das sondas precisa vacinar-se regularmente. Há 18 anos em Urucu, Bretas também se lembra de trabalhar bem próximo a tribos indígenas.
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Informativo Queiroz Galvão Óleo e Gás
Número 04 / Outubro de 2007



20 anos de operação na Amazônia
A conquista verde

Em 1986, a atividade de exploração de petróleo em todo o mundo sofreu um forte abalo. O preço do barril, que entre 1979 e 1980 estava em torno de US$ 40, alcançou espantosos US$ 10, mergulhando o setor em uma crise e levando a maioria das empresas a cortar investimentos em exploração, perfuração e desenvolvimento de novos campos.

Assim como as demais empresas do setor, a então chamada Queiroz Galvão Perfurações também sofreu com esse cenário. “Chegamos a ficar parados durante um tempo curto”, lembra Dr. Antonio Augusto de Queiroz Galvão, Diretor Geral da companhia.
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O trabalho na região também rendeu muitas histórias para contar: carros que quebravam no meio da estrada, carros que paravam para deixar uma onça atravessar a pista, e muitas outras. “Essas coisas existiram. Não são estórias”, conta. O Encarregado de Sonda, José Anastácio Bretas, também se lembra de algumas histórias: “Nós estávamos no porto às margens do Rio Juruá, e eu estava na beira da lagoa de uma aldeia indígena quando chegou um índio e seu filho, com arco e flecha, apontando para minha cabeça. Foi difícil se livrar do indiozinho”. O também Encarregado de Sonda, Raimundo Raposo, lembra-se de outro episódio: “Em um DTM próximo a uma aldeia, os índios roubaram todo o rancho, deixando apenas um pouco de cada item para que não ficássemos sem comida por um dia”.
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“O tamanho da Amazônia e o verde impressionam. Como se vê verde!”, lembra Fabiano Porto, Gerente da Sonda QG-III, que desde 2006 trabalha com a QGOG.
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Viu como os 20 primeiros anos renderam boas histórias!
Agora, contamos com vocês para nos ajudar a contar mais histórias, que marcaram esses 25 anos de operações da Amazônia da QGOG!